Segundo Marian Martins, a motivação costuma ir embora aos poucos — por excesso de cobrança, rotina desgastante e a sensação de “viver no automático”. O primeiro passo não é esperar a vontade voltar, e sim agir em pequenas doses: organizar uma tarefa simples, cuidar do sono e se perguntar “o que está me deixando tão cansado(a)?”. Se a falta de vontade vier acompanhada de sofrimento ou isolamento, buscar ajuda psicológica é um ato de cuidado, não de fraqueza.
Sobre a entrevistada
Marian Martins é psicóloga clínica (CRP RS 07|10386 – CRP PR 08 IS|335), credenciada pela Polícia Federal e perita judicial do Tribunal de Justiça do RS, com mais de 25 anos de atuação clínica em Caxias do Sul (RS).
Site: psimarian.com.br | Instagram: @marian.martins
Resumo da entrevista
Na conversa com o Vida Intencional, Marian explica que a motivação raramente some de uma hora para outra: ela vai diminuindo aos poucos, por excesso de cobranças, rotina desgastante, frustrações, comparação com outras pessoas e a sensação de estar vivendo no automático. Falta de energia, irritabilidade, procrastinação e perda do prazer são sinais que merecem ser olhados com carinho — antes que o cansaço vire um desânimo mais profundo.
Entre os pontos principais da entrevista:
- Agir antes de sentir vontade — não esperar a motivação voltar para começar; muitas vezes é a ação em pequenas doses que ajuda a vontade a reaparecer.
- Motivação não é produtividade — nem todo dia precisa ser de conquistas; às vezes o necessário é respirar e reorganizar a vida.
- Autoconhecimento sustenta a caminhada — entender necessidades, valores e limites ajuda a diferenciar o que realmente desejamos do que fazemos só para atender às expectativas dos outros.
- Acolhimento em vez de cobrança — “não tenho vontade de nada” não é simplesmente preguiça; é preciso olhar para o que existe por trás disso.
- Saber quando pedir ajuda — se a falta de vontade persiste ou vem com sofrimento, isolamento ou tristeza intensa, procurar apoio psicológico é um ato de cuidado, não de fraqueza.
Marian também comenta o que mudou, em 25 anos de consultório, na forma como as mulheres falam sobre motivação — com mais espaço para desejos, limites e autocuidado, mas também com a cobrança de dar conta de tudo.
Esta é uma versão resumida. A entrevista na íntegra foi publicada originalmente pelo Vida Intencional.
Ler a matéria no Vida IntencionalEste conteúdo tem caráter informativo e não substitui aconselhamento médico, psicológico, jurídico ou financeiro profissional.